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Di chiqui que sou!

Então há algumas semaninhas recebi um convite para ser entrevistada pela Meiroca! Quanta honra, não acham? É por que eu sou di chiqui mesmo - hahaha!

Para os que não conhecem a Meiroca, passem e vocês irão amar a variedade de assuntos e a educação que ela deixa transparecer em cada post. Depois que fuçarem bastante por lá, leiam a entrevista e fiquem conhecendo mais um pouquitcho de moi.

PS - Este foi um post programado para a semana passada... como vocês podem ver, não aconteceu, pois obviamente pensei em programá-lo e não cliquei a opção (não tem outra explicação, já que ele estava lá bonitinho como rascunho), e não me perguntem como cheguei ao cargo de gerente de informática sem ao menos saber pilotar as opções de post de um blog.

Odores e Vintage

Existe coisa mais nojenta que entrar num ônibus fedendo a sovaco já de manhã cedinho? É de enrolar os bofes. E não me refiro ao cheiro daquela pessoa que suou por ter trabalhado o dia todo, e sim ao cheiro característico daqueles que não tomam banho mesmo! Nojento ao extremo... Um dos meus colegas de equipe resolveu não usar mais desodorante. Não que ele tenha me dito isto, mas cheguei a esta conclusão devido ao cheiro avassalador que permeia o ambiente alguns dias da semana. Pior é que vou ter que delicadamente avisá-lo disto antes que o cliente reclame e não faço a menor idéia de como iniciar a conversa, ou melhor, saberia sim se não fosse esta neuras que existe aqui em levar em consideração o lado étnico-cultural de uma pessoa e evitar qualquer possibilidade da pessoa levantar um caso de discriminação (podem rir..).

E continuando indiretamente com cheiros, resolvi visitar umas lojinhas que vendem roupas usadas, por pura curiosidade já que todos falam que encontram peças M A R A V I L H O S A S nestes lugares. Primeira impressão, o cheiro desses lugares é de torcer o nariz involuntariamente. Cheiro de coisa, obviamente, já usada e não lavada. Já desisti aí. Segunda impressão, puro mausoléu de roupas cacarentas cheias de traças (não as vi, mas tenho certeza que estam lá). Terceira impressão, um roubo! O preço é equivalente a uma roupa nova. Foi bom conhecer e certificar de que fotos em revistas de moda não condizem com a realidade fedorenta destes lugares.Vintage? Tô fora!

Mas o saco deste país pequeno em população e isolado é que estou gastando sapato atrás de roupas para trabalhar e não encontro nada apetecível ao gosto e ao bolso. É uma mesmice geral nas lojas, e com a chegada do frio, a única cor existente é preto. Como este povo adora preto (até no verão).

E por falar em roupas, estou aqui pura e descaradamente enrolando e tentando evitar a tortura de ter de passar roupa... Não dá mais para enganar, ou passo ou vou trabalhar peladinha amanhã (não completamente, pois tem calcinhas, soutiens e meias que são peças que dispensam o uso daquele objeto de tortura chamado ferro). 

Fazendo coisas novas

Outro dia houve uma conferência que reuniu todos o gerentes da empresa para qual eu trabalho. Além do agenda normal de apresentar o resultado do ano passado e discutir a estratégia e objetivos deste ano, houve também palestras e alguns cursos introdutórios em coaching/mentoring, career development and organization storytelling. O highlight da conferência foi uma palestra com Todd Sampson, um dos criadores do Earth Hour (que por sinal elogiou o Brasil por ser um dos primeiros países, após a Austrália, a embarcar de corpo e alma na campanha). O tema de sua palestra foi o Earth Hour, a escalada do Everest e criatividade. Uma das coisas que ele falou e que realmente balançou com os meus (pre) conceitos, é que criatividade não significa ter um dom artístico, manual, musical.... Yep, esta que vos escreve sempre se entitulou não criativa, simplesmente por não ter inclinação alguma em certas áreas (na verdade, minha criatividade está em ser super preguiçosa). Se um dia tiverem a oportunidade de assistir uma palestra dele, fica recomendado. É energizante!

Outra coisa boa destes eventos é o networking com os colegas. No final teve um coquetel e onde aproveitei não só para comer, como também para conversar com o pessoal (empresa grande e a maioria de nós trabalha nas empresas de clientes, fica difícil se encontrar com frequência). Foi neste coquetel que o assunto de criatividade e tentar coisas novas apareceram. Um carinha me disse que após o divórcio ele estava com tanto tempo livre na mão que resolveu fazer um curso de desenho. Algo super inusitado, para uma pessoa que nunca conseguiu fazer um rabisco qualquer. Agora está ele desenhando portraits da família e já pensando numa exibição. Não somente ele resolveu fazer isto, como também decidiu tentar yoga (algo novamente inusitado para uma pessoa altamente competitiva e nada ligada nestas coisas mais introspectivas) e este ano se tornará instrutor de yoga após sete anos de treinamento. Fiquei de boca aberta ao ouvir história dele. Acho que novamente balançou com os meus (pre) conceitos, pois eu e ele somos muito parecidos em alguns aspectos, exceto que ele já conseguiu extrapolar certas barreiras e fazer coisas bem diferentes.

Eu estou começando nesta jornada. Não sei bem ao certo o que está me levando a fazer coisas que nunca combinaram com a minha pessoa e maneira de ser. Penso que estou sendo levada por esta vontade que tenho de dar a mim mesma certas "challenges" com o objetivo principal de não ficar de saco cheio com a mesmice de uma rotina. Sei lá, o fato é que estou super orgulhosa de mim mesma. O que classifico como inusitado para mim:

  • Corrida (jamais eu iria fazer um exercício que não fosse em groupo)
  • Interesse por yoga (jamais eu iria tentar algo que exigisse silêncio e concentração)
  • Cozinhar (vixe, não teria paciência)
  • E o mais inusitado de tudo está aí:

Plantei cebolinha e salsinha na semana passada, e para minha supresa a cebolinha já germinou! Super fofis! Se vai vingar eu não sei, mas simplesmente por ter me tirado um sorriso do rosto, já valeu! Foi uma alegria e tanto ver os raminhos saindo da terra. Estou tão animada, que já tenho planos de fazer um canteiro de plantas na varanda. Logo estarei plantando melancia em vasos! Aguardem!

Finalmente encontrei...

dois produtinhos de belezuca que estavam na minha listinha há muito tempo: OPI Matte and MAC Penultimate Brow Marker.

O esmalte fosco é lindo, mas confesso que demorou algumas horinhas para eu me acostumar com ele (parece que a unhas foram pintadas com tinta guache). Comprei a cor taupe escura,You Don't Know Jacques, a segunda da primeira fileira que também tenho na versão glossy. Show! Encontrei-o numa lojinha em North Sydney e bem baratinho (quero dizer, se comparado com os preços nas lojas de departamentos). Mas, eu algumas vezes tenho de rir da falta de neurônios de algumas pessoas. Na tampinha do esmalte vem um adesivo escrito com letras garrafais MATTE, além disto, vem com um etiqueta pendurada dizendo MATTE, sem contar que eles estavam expostos numa cestinha onde só haviam os esmaltes MATTEs da coleção (na cestinha também tinha uma etiqueta MATTE). E depois desta overdose de sinais, o que é que a guria do caixa me avisa antes de eu efetuar o pagamento? "Just to let you know that this is the MATTE collection"! Yes, you got it... Só para te avisar que este esmalte é da coleção MATTE. O que você responde para uma pessoa dessa?

A outra aquisição quebrou a minha promessa de não comprar produtos MAC por um mês (faltavam apenas dois dias para a promessa ser cumprida, então vale do mesmo jeito). Estava usando lápis para fazer ressaltar as sombrancelhas, mas queria mesmo experimentar o MAC Penultimate Brow Marker. Adorei! Ele é liquido e tem a ponta bem fininha o que facilita preencher aquelas falhas que claro só a gente enxerga, mas que estão lá deixando a tranquilidade de sua vaidade super exaltada.

Então é assim, acalmei a minha febre de sapatos durante o verão (devido ao exagero de sapatos que trouxe do Brasil) e compensei com a febre de cosméticos e esmaltes. Tão logo, precisarei de um armário (ou outro apartamento) para acomodar todas estas tralhas essencias de polir a vaidade feminina

Do fundo do baú - Violeta de Genciana

Meu cérebro é uma coisa realmente incrível! Quando em estado de repouso absoluto, alguns flash backs aparecem assim do nada.

Esta semana, estava eu deitadinha no sofá quando me vejo com esta palavra Genciana que nem ao menos sabia como escrevê-la (com G ou J, C, S ou SS).

Segundos depois, violeta se atachou a ela e de repente algumas memórias de infância apareceram na minha cabecinha. Lembrei direto do meu nonno. Acho que ele usava violeta de genciana. Tenho esta visão nítida de um tubinho deste produto dentro do armário na casa dos meus avós.

Será que isto ainda existe?

É claro que daí, por associação, mercúrio cromo, merthiolate, pózinho secativo, gaze, bandaid... Quantos gritos de dor, quantos cortes, quantos raspões, quantas caídas de bicicleta...

Realmente, de uma palavra tão insignificante eu consegui reviver tantas lembranças doloridas.

Fonte de inspiração

E para os dias que me falta inspiração para pular da cama às 5:45 da manhã para a minha corrida diária matinal, é so eu lembrar que entre um suor e o outro, um passo e outro, eu tenho ao meu lado paisagens lindas como estas ao lado.

Sem dúvida, o Centennial Park é o lugar que mais gosto aqui nas redondezas. Para mim, mais lindo que as praias (ahaha - odeio areia no pé, portanto praias não são a ''minha praia'').

E os Objetivos para 2010 estão sendo seguidos bem direitinho!

Então vou, porque os programas de hoje são extensos, entre eles cortar o cabelo!

(fotikas by maridex)

Objetivos para este ano.

Não consigo pensar numa listona. Quando crio listas muito extensas, fico estressada pois sou daquelas que uma vez que me comprometo com algo, tenho que fazer tudo, tipo obrigação mesmo. Então, como um dos meus objetivos para este ano é me estressar menos com tudo e com todos, a minha lista será minimalista.

  1. Levar almoço para o trabalho pelo menos 3 dias por semana (começando com 2 dias na semana);
  2. Cozinhar comidinhas mais naturebas (mais cardápios vegetarianos durante a semana);
  3. Correr, correr, correr... pelas manhãs e quem sabe voltar à academia.
O primeiro objetivo é simplesmente para deixar de ingerir gordura desnecessariamente. Trabalho no centro da cidade e encontro cada vez mais difícil encontrar um lugar onde se venda comida saudável. Ao invés de reclamar da falta de opção e da qualidade da comida, é mais fácil fazer a minha própria marmitinha.

O segundo objetivo é simplesmente continuação do que comecei a fazer a alguns meses: cozinhar mais em casa, comer menos carne (nenhuma ideologia ou crença, simplesmente não gosto do sabor da carne daqui), e inovar em receitinhas mais saudáveis.

O terceiro objetivo é porque esta é uma atividade física na qual posso extravazar o meu stress, me sentir energizada e animada para enfrentar o dia. E acreditem ou não, fico bem calminha após a corrida.

Então é isto aí, nada de lista longas este ano para mim.

Beijocas

Chás e eu


Não gosto de chás!

Uma senteça muito ampla e mentirosa. Deixe-me explicar:

Não gosto de tomar chá no café da manhã. Primeiro, café da mahã já tem este nome por vir acompanhado de café, então chá não entra.

Não gosto de tomar chá com leite (comum aqui) e muito menos com açúcar.

Não gosto muito de chá mate, chá preto, English breakfast (este eu detesto mesmo, intragável), earl grey (na mesma categoria de intragabilidade que o English breakfast)

Chá mate, para mim, está associado com dor de barriga ou febre, pois era somente nestas situações que me faziam tomar algo ''leve''. Um cházinho (acompanhado de bolacha água e sal) para a doentinha.

Confesso que estou aprendendo a gostar de alguns chás. São eles:
  • Green tea/chá verde japonês: Aqui há duas variedades: o puro (sencha) e o que vem com arroz integral torrado (gen mai cha) Este eu tomo quase que diariamente no trabalho. Lá pelas dez da manhã e após o almoço. Dizem que este chá tem muitas propriedades benéficas a nossa saúde, mas o fato é que eu adoro o gostinho, principalmente do que tem o arroz torrado.
  • Jasmine tea/chá de jasmin: o cheirinho é divino!
  • Camomile tea/chá de camomila: este me faz um bem danado. Gosto de tomar antes de dormir quando estou cansada ou muito agitada. 
  • Peppermint tea/chá de menta: a nova sensação do momento. 
Agora, não é qualquer cházinho comprado em supermercado que me convence. Aliás, depois que descobri a T2 Tea, minha vontade é experimentar e me tornar adepta de todos eles (exceto o English breakfast e o earl grey). Tem tanta variadade legal de chás, tantas misturas de matinhos disso com matinhos daquilo, tantos desses matinhos com aromas encantadores que não há como dizer não (exceto o English breakfast e o earl grey).

Comprei o T2 Peppermint e estou me esbaldando em tanto frescor, aroma e sabor!

Próxima compra: T2 Lemongrass and Ginger (Capim limão e gengibre).

Bronze

A brancura da minha pele é assustador. Voltei a ter a cor de quando nasci, ou seja, branca leitosa! Mas, isto não irá me convencer a me esticar no sol daqui, por todos os motivos já noticiados na imprensa mundial e atestado por mim várias vezes. O sol daqui é ardido e forte. Ele queima ardidamente! E como quero chegar aos meus 120 saudável e sem ter sido envelopada por rugas e manchas, decidi me abster de me bronzear, pelo menos nesta terra.

Então, ontem tive esta idéia ''brilhante'' de passar estes paninhos auto-bronzeantes nas minhas pernitchas-branquitchas. Baseado em experiências passadas, desta vez cobri minhas mãos com luvas cirúrgicas e segui as instruções. Elas diziam que um paninho daria para usar nas pernas e o outro no resto do corpo. Ou eu sou giganorme, ou o produto foi desenvolvido para bebes recém nascidos e com menos de 50 cm. Tive que usar os dois na minhas ''longas'' pernas.

Já na primeira passada o arrependimento bateu: o cheiro! OMG! O cheiro! Havia esquecido do fedor que tem estes produtos auto bronzeantes! Mas, tarde demais e continuei minha aventura com o maior cuidado e atenção para que o resultado não fosse uma perna fedida e ainda por cima manchada!

Esperei que a meleca secasse, me arrumei e fui jantar com as amigas e o fedor (embora elas não tenham sentido nada além do meu perfume - mas isto não é consolo, pois o que interessa é que eu senti o fedor a noite toda!).

Ao chegar em casa notei que estava mais escurinha e isto fez com que eu até esquecesse do cheiro, só para me lembrar de sua existência no meio da noite quando acordei e o senti novamente ali em mim! Minha vontade foi de tomar banho no meio da noite e me encher de cheirinhos gostosos, mas voltei a dormir.


E hoje ao acordar com os olhos mais abertos e com a claridade do dia notei que minhas pernas estão bronzeadas (linda a cor) e MANCHADAS! Resultado, passarei os próximos dias tomando banho com bucha!

É, a minha vaidade não tem limite tampouco inteligência. Então que fique aqui registrado que fake tan somente em salões especializados e aplicados por uma profissional COMPETENTE (e não uma jacú-metida-a-entendida como eu).

Eu no presente do indicativo

E graças a falta de vontade de usar a cabeça para escrever algo sobre a vidinha, ou receitas, ou reclamações, ou qualquer coisa que pudesse sair naturalmente da minha caixola, vou usar isto que vi lá no blog da Ciça com uma alavanca para deixar a falta de vontade de lado:


eu quero… que a distância entre a Austrália e Brasil seja não mais que uma hora de vôo.
eu tenho… muito otimismo e muita preguiça.
eu gostaria de ter… mais paciência.
eu gostaria de não ter… de fazer dieta toda vez que as calças ficassem apertadas.
eu acho… a vida aqui em Aussie land muito pacata.
eu odeio… gente burra, mal educada e preconceituosa (tudo junto ou separado - odeio com paixão).
eu sinto saudades… de todas as pessoas que não posso ver quando eu quero.
eu faço… comidinhas gostosas em raros momentos de inspiração e paciência.
eu fiz e não faria de novo… acampar sem infraestrutura alguma (tipo Ilha do Mel).
eu fazia e deixei de fazer… academia.
eu escuto… o pentelho daquele pássaro cantando noite adentro.
eu cheiro… Lovely (adjetiva e perfumalmente falando - oh, modéstia).
eu imploro… para ter mais paciência com os outros.
eu pergunto-me… se um dia terei respostas para todas as perguntas que se alojam na minha cabeça.
eu arrependo-me… de nada.
eu amo… todos que me fazem sentir bem e feliz.
eu sinto dor… até ontem, de barriga.
eu sinto falta… da minha família e de Curitiba.
eu sempre… penso em não ter de trabalhar.
eu não fico… sem tomar uma xícara de café preto pela manhã.
eu acredito… em todo mundo até que me provem ao contrário.
eu danço… muito bem.
eu canto… muito pouco (thank God!).
eu choro… quando lembro dos meus avós; quando ouço acordeom, por me fazer  lembrar do meu nono; quando brigam comigo; quando me contrariam; quando não posso fazer o que quero quando eu quero como eu quero.
eu falho… em manter as minhas unhas pintadas sempre (e passar roupa toda semana).
eu luto… por nada, mas não queira disputar um par de sapatos comigo.
eu escrevo… muito pouco do que gostaria.
eu ganho… toda vez que alguém me diz que não vou conseguir fazer algo.
eu perco… em discussões que involvam lógica.
eu nunca… vou dizer nunca para nada.
eu estou… no quarto, de pijama, tranquila e feliz.
eu sou… muito auto-confiante.
eu fico feliz… com tantas coisas, até um sorriso de um desconhecido muda meu estado de espírito para feliz.
eu tenho esperança... de antes de morrer realizar todos os meus planos.
eu preciso... de roupas de verão, uma bolsa amarela, relógio de face preta, eyeliner preto da MAC, perfume Versace Versence, perfume Chloé, perfume Bvlgari BLV II, fazer luzes no cabelo, deixar de ser tão consumista, etc.
eu deveria… ter feito mais coisas hoje, como ter passado roupa.

Kill that bird!

E é quase primavera e a passarada está em festa. Este mês as magpies começam a atacar, então todo cuidado é pouco! Eu odeio magpies. Passo longe delas... tenho medo!

Agora, eu estou procurando uma forma de exterminar com este passarinho chamado Koel (um tipo de cuckoo). Todo mês de setembro ele chega em Sydney vindo de algum país asiático, e aqui se ''aboleta'' até março. O chato é que ele começa a piar antes das 5 da manhã e o seu piado é de uma frequência perturbante. Não há como dormir. Aqui tem um exemplo do pio deste monstro! Este wuroo-wuroo-wuroo vai por horas sem fim, e a medida que os dias passam, o intervalo entre um wuroo-wuroo-wuroo e outro diminui, sem contar que esta sinfonia começa cada dia mais cedo (lá pelo começo de outubro estes pássaros já estão piando às quatro da manhã!).

E pensar que moro em cidade pois não sou nada amiga de campo, fazenda (somente a Farmville no Facebook - oh coisinha viciante), cheiro de mato, cheiro de bicho, insetos, répteis, etc... Sou totalmente ''urbanóide''! Porque este bicho vem piar logo aqui ao lado do meu quarto? Só faltam as pombas voltarem a fazer ninho aqui ao lado de casa...

Socorro!

Começo a achar que não gosto da primavera! Quero o inverno de volta, please!

Uma idéia e meses depois tudo organizado!

Há algum meses tenho procurado uma forma de organizar minhas bijouxs. Queria algo visível e onde tivesse acesso fácil a elas e sem criar aquela bagunça que geralmente acontece quando se está com pressa.

Então a idéia de tê-las em alguma espécie de tigelinhas ou travessas apareceu, e eis que evoluiu para o uso deste three tiers serving trays (não sei o nome em português).

E nada que um passeio pela IKEA neste final de semana não resolvesse o problema .

E eis como ficou:

Sirenes e luzes...

Li este artigo no jornal de hoje e não pude deixar de sorrir, pois este menino roubou a minha idéia! Quantas vezes eu já pensei em poder usar sirenes e luzes iguais aos dos carros de polícia para enfrentar o tráfico congestionado de Sydney. Eu invejei o garoto por ter colocado em prática esta idéia!

Pena que dá cana! Assim, fico feliz que foi ele quem a colocou em prática e não eu.

Terei que pensar em outra coisa que não seja contra a lei!

E sessão Liv Ullman and Ingmar Bergman  hoje à tarde! Faithless! Filme dirigido por Liv Ullman e escrito por Bergman. Ah, Liv Ullman está em Sydney dirigindo esta peça: A Streetcar Named Desire.


Beijocas

oops, wrong language!

Tudo começou com a feliz idéia de carregar a bateria do meu iPod, colocá-lo na bolsa e escutar minhas músicas no caminho para o trabalho, pois apesar de ser uma jornada curta de uns 20 minutos, fico impaciente sem ter nada para fazer dentro do ônibus (lembrem-se, sofro de motion sickness e assim não posso ler, não posso ver ninguém lendo, não posso virar a cabeça muito rápido senão fico com ânsia, me dá dor de cabeça e posso até vomitar).

Tá, então hoje estava eu feliz e contente escutando Marisa Monte, quietinha no meu canto, sem me mexer muito e só me concentrando na música (e digamos de passagem que cantarolava baixinho, acho). Ao chegar no meu ponto, peço ''DÁ LICENÇA" para o passageiro ao lado e digo "OBRIGADA" quando ele levantou para eu passar.

De duas uma, ou ele entendia português ou o experimento de Pavlov entrou em ação no cérebro do moço. Fiquei sem saber.

Esta coisa de mudar de língua só me acontece quando estou conversando com meus amigos que não falam português. Sinto-me à vontade com eles e daí o cérebro muda para o portuga automaticamente, e só noto devido a cara de interrogação deles.

Bem, agora descobri que escutar música brasileira no iPod também dá nisto (além de me fazer dançar ao caminhar como já comentei na ''Fórmula da Jacuzice").

Que semana!

Esta semana foi um tanto diferente. Começou com a minha convocação para fazer parte de um juri popular. Aqui, jury duty é obrigatório. Uma vez que você votou, seu nome vai para o sorteio e pimba! Sortuda como sou, fui convocada! Uma vez que estava lá, o processo é todo cheio de protocolos, bem formal, mas a formalidade toda é quebrada com as macaquices que os funcionários do tribunal fazem (uma característica dos australianos é quebrar o gelo em situações bem formais).

Ao chegar lá, já fui informada que o julgamento duraria 6 semanas! Minha primeira reação foi chorar (e nem estava TPMêmica). Sinceramente, considerando todas as coisas que tenho para fazer, ficar 6 semanas trancada num tribunal? Nem pensar... Por sorte, o processo lhe dá a chance de pedir uma isenção mas também te avisa que fica a cargo deles decidirem se a tua razão é plausível ou não. Então, coloquei toda a minha criatividade na ponta da caneta e escrevi uma monografia explicando os motivos pelos quais não poderia participar (tipo: meu cargo é de alta responsabilidade, o cliente é uma das maiores instituições financeiras daqui, minha ausência pode acarretar penalidades financeiras à minha empresa, posso ser chamada a qualquer hora em caso de problemas, etc. etc..). Em fim, passei a idéia de quão estressante meu trabalho é (na verdade, nem é tanto assim). E como os astros estavam alinhados ao meu favor (o eclipse que não ocorreu aqui deve ter ajudado), a senhora aceitou a minha desculpa, olhou-me com aquela cara ''coitadinha dela'' e me disse ''wow, you do have a lot in your plate'' e me liberou, mas sem antes reiterar que meu nome voltaria para o sorteio e que poderia ser convocada novamente nos próximos meses. Até lá, aceito sugestões para outras desculpas (obviamente, não poderei usar a mesma).

Saí de lá radiante, mas ao mesmo tempo com uma dor super chata nas costas. Fui direto ao médico. Chegando lá, a primeira coisa que tive que fazer foi exame de urina. Esta é uma parte muito chata, principalmente se você não está com vontade de fazer xixi. Para mim, a única coisa que funciona nesta hora é muita concentração e abrir a torneira (costume desde quando era pequena). Alguns minutos depois, lá estava eu com o potinho em mãos, mas o exame não acusou nada de errado, então saí do consultório direto para fazer um raio-X e CT scan! Voltei para casa já pensando horrores e já estava certa que estaria com pedra nos rins, e aqui não existe chá-de-quebra-pedra para vender, e conhecendo os médicos daqui, ele não iria me mandar fazer um tratamento para dissolver a pedrinha e assim não sentir dor quando a dita cuja resolvesse passar pelo canal urinário. Para resumir, minha imaginação voou e sonhei com várias possibilidades de cura para o meu problema imaginário!

No dia seguinte voltei ao médico sem poder sentar ou levantar direito de tanta dor. O médico lê o resultado do laudo, e só elogia o estado da minha coluna, da aorta, e blah, blah, blah... E eu já desesperada pergunto, mas então o que há de errado comigo? E ele com uma risadinha sarcástica diz: back pain constipation! What!!! Sim, em outras palavras CACA ENCALHADA! Sim, apareceu no raio-X e no CT Scan! Queria sumir! Causas? Sei lá, talvez excesso de comida saudável, só pode...Sem querer entrar em mais detalhes, o fato é que a dor ainda persiste, e eu acabei de tomar um copão de chá de sene e ficarei o dia todo em casa esperando o dito fazer efeito, e sinceramente se isto não funcionar, não quero nem pensar na próxima solução escatalógica para aliviar esta dor!

Fátima doente

A febre atacou e a única coisa que sentia era vontade de dormir, mas o corpo doía tanto que até para fechar os olhos incomodava.

E que tal o detalhe fashion no meu rosto? Máscara para não passar o vírus para o maridex. Chique, não? Pena que não fiz muito uso da belezura, pois é muito irritante respirar com um treco desses no rosto.

Hoje já me sinto bem melhor! Phew!!

Febre

suína ou não, o fato é que estou me sentindo como um leitãozinho esmagado por vários porcões numa pocilga superlotada. Dor até na junta dos dedos! Claro, que com o furor da febre suína por estas bandas daqui, ficarei de molho em casa pelos próximos dias.

Sorte que eu trouxe uns medicamentos do Brasil: resfenol, tylenol, e todo enol existente pois aqui eles são muito fraquinhos e não resolvem nadinha (e para os fortes, tente convencer um médico de que você precisa de algo mais poderoso - yeahp good luck babe!).

Temperatura atual 38.7 e baixando!

Mais um resfenol, por favor.

Há dias que não tem jeito... gostaria de escrever, mas falta inspiração, falta coordenar as idéias e me concentrar em uma para colocá-la aqui nesta telinha, ou talvez nem falte nada, talvez a verdade é que estou sem assunto, sem idéia, mas não vou dizer sem vontade de escrever, pois esta sim eu tenho.

Então para não ficar aqui perdendo tempo, vou planejar a semana que será puxada, e torcer para que não chova amanhã cedo, pois quero correr antes de encarar o trabalho. Taí um problema de cancelar a academia e ficar a mercê do tempo, nem todo dia dá para fazer exercício, e esta falta de poder controlar o que quero fazer me deixa irritada, mas passa, pois afinal não dá para encarar a natureza e tomar controle de suas decisões.

Então, uma ótima semana para todos!

E faltou até título para o post por falta de idéia. Acho melhor ir dormir...

Sales, Sales, Sales

Faz três dias que estou em casa sem colocar o nariz para fora, literalmente falando.

Dia 24, por opção, fiquei em casa preparando a ceia. Esta é a parte mais legal para mim. Não gosto muito de cozinhar coisinhas do dia-a-dia, mas é uma terapia super relaxante entrar na cozinha e fazer algo diferente. Mas, a opção de ficar em casa cozinhando também está ligada ao fato do dias que antecedem ao Natal serem de um loucura impressionante: carros, muitas pessoas, nível de estresse altíssimo e todos passando aquela idéia de comprar, comprar, comprar por pura obrigação. Acho isto tão chato e por isto reservo o dia 24 para ficar em casa bem tranquila (btw, quero o trema de volta!).

Dia 25 é para ficar em casa mesmo, curtindo os presentinhos e fazendo absolutamente nada, a não ser comer e comer e comer (gente, tenho que ir para um spa por um mês para um detox).

Dia 26 é Boxing Day aqui e quase tudo está fechado exceto pelas lojas de departamentos que abrem para a tradicional liquidação post-Natal. Também, aventurar-se ao centro da cidade neste dia é suicídio puro. Já fui de levantar cedo e entrar no ritmo, mas cheguei à conclusão que não tenho paciência para estas coisas. Ficar me encostando em todo mundo e brigando por um produto não é para mim, prefiro pagar o ''full price'', mas ter a minha sanidade intacta. Sem contar que na grande maioria das vezes os produtos que estão em liquidação são de estoque antigo ou coisas que ficaram empacadas. Dificilmente encontro algo legal. As únicas coisas que valem à pena comprar são roupas de cama, mesa e banho (e sapatos).

Isto não quer dizer que eu não apareça nas lojas durante estas liquidações. Vou, mas sem o compromisso de ter de comprar, mas se encontrar algo e não tiver que enfrentar uma fila longa, até encaro.

Assim sendo, estou aqui decidindo se aposento o pijama e vou tomar um ar fresco por aí e quem sabe até dar uma passadinha pelo centro de Sydney e testar minha paciência uma vez mais.

Beijocas.

Estava morrendo e não sabia. Ufa, passou...

Quem morre?

(Pablo Neruda)

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Curiosidades:
  • Seu verdadeiro nome era Neftalí Ricardo Reyes Basoalto.
  • Adotou o pseudônimo (e mais tarde legalizou) Pablo Neruda para evitar que seu pai descobrisse sua paixão às letras (su papi queria que ele tivesse uma ''profissão'', como se escritor não fosse uma profissão!).
  • Pablo Neruda vem de Jan Neruda (escritor tcheco) e Paul Verlaine (poeta francês)
  • Em 1945, 100.000 pessoas foram ao Estádio do Pacaembu ouvi-lo recitar poesias e textos em homenagem a Luis Carlos Prestes.
  • Em 1971, recebeu o prêmio Nobel de Literatura
  • O filme Il Postino retrata a amizade entre Pablo Neruda e o carteiro Mario (acho que tenho que assistir novamente).

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