Trabalhando no centro de Sydney



Semana de muita correria, mudança de projeto, mudança de cliente, e mudança de escritório. Saí do escritório que ficava no meio do mato (quero dizer, bem afastado do centro) onde trabalhei por 12 anos, e retorno a trabalhar no centro de Sydney.


  • Para variar, peguei uma conta pepinosa para gerenciar, mas desta vez o problema é mais pepinoso que eu esperava, pois não é relacionado com assunto tecnológico (embora continue gerenciando IT), mas com diferença de cultura empresarial. Longa história... só posso dizer que é muito fácil gerenciar projetos de IT que estejam em situação crítica por causa de problemas tecnológicos puramente, mas quando os problemas são relacionados com time e pessoas, daí o bicho pega...
  • Problemas à parte, estou adorando trabalhar no centro novamente. Primeiro, porque em 20 minutos estou no escritório, ao passo que nos últimos doze anos levava mais de uma hora de carro para chegar ao trabalho. Ótima economia de tempo!
  • É super engraçado voltar ao ritmo do centro de Sydney. Há muito mais pessoas, está muito mais barulhento, há mais ônibus, carros, bicicletas. Em fim, um zumzum danado, mas pergunta se eu estou reclamando? Nadinha, adoro este zumzum todo, pois me deixa bem energizada.
  • A mulherada antigamente usava muito tênis para ir trabalhar (imaginem, todas arrumadinhas de terninho corporativo, meia fina e tênis... um horror). Agora notei que a ''moda'' é usar havaianas! Me poupem! Tenho verdadeiro horror ao uso de havainas que não sejam em casa ou na praia.
  • Entendo o porquê das havaianas, é um saco andar de sapato de um lado para o outro, mas não precisa exagerar. Tem uma montanha de sapatinhos baixos e confortáveis para usar.
  • E com esta mudança, aliada ao fato que tenho só sapatos de salto altíssimos, e também porque jamais irei usar havainas em lugares que não sejam os que mencionei acima, serei obrigada a renovar o meu estoque de sapatos. Que tarefa difícil (de certa maneira sim, pois sou uma indecisa de marca maior, e bem chata na escolha de sapatos, e não sou muito fã de sapato baixo), mas não estou nenhum pouquinho desanimada com esta tarefa...
  • E como tem gente estranha neste país, de dar medo às vezes. Tem uma rua que evito passar, pois é o reduto de um pessoal estranhíssimo. Muitos drogados, bêbados ou simplesmente doentes mentais. Tem um carinha, particularmente, que eu acho muito engraçado. Ele se julga músico e faz ponto nesta rua. Ele fica horas batendo um pandeiro e gritando achando que está cantando. Este me parece inofensivo, mas mesmo assim passo longe. A Polly, que mora em Melbourne, outro dia relatou um caso que ela presenciou por lá, leiam mai aqui.
  • Ah, e tem também o pessoal da igreja da cientologia que fica em lugares estratégicos no meio do corre-corre do povo, com panfletos de cursos de como gerenciar stress e parafernálias parecidas, tipo engana-trouxa. Também passo longe deles...
  • E também não dá para deixar de mencionar os mormons que uma quadra longe já colocam os olhos em sua direção, mas a minha estratégia é simples e eficaz: telefone celular e uma ligadinha falsa para alguém.
  • Sabe o que mais? A variedade de lugares para almoçar. Antes, apenas a cantina/cafeteria da empresa a qual apelidamos carinhosamente de bacteria (com a pronúncia similar a cafeteria), e agora milhares de lugares. O único porém é que a comida em Sydney, no geral, não é lá estas coisas, então vai levar um tempinho até que eu ache um local legal para sanar a fome do meio dia!
  • E claro, não podia deixar de mencionar a minha bebida predileta: café No outro escritório, um colega sulamericano teve que ensinar a tia do café fazer um cafezinho menos cháfé. Só pedia este, o qual recebeu a denominação de américo em homenagem ao seu criador. Era bom, mas a tia do café não era consistente no seu feitio. Neste novo escritório, fico a dois minutos do melhor Café de Sydney, Bar Milazzo!
  • Vamos ver quanto tempo vai durar esta minha empolgação
  • Ah, falei da lojas? Melhor não, pois só de pensar no meu lado consumista fico até com medo de como estará a minha conta bancária dentro em breve (mas estou fazendo exercícios de auto-controle, hehehe).
Beijocas

15 comentários:

Tina disse...

Oi querida!

Que bom para você essa economia de tempo não? Sempre achei estressante trabalhar longe do centro e/ou de casa. "Havaianas instead of Reebok casual?" Imagino, melhor: não imagino. rs

beijos lindinha e ótima semana para você.

Maíra disse...

Olá! Aproveite a mudança, elas geralmente trazem coisas boas e novas experiências, ainda mais quando mudamos para um local assim tão cheio de diferenças.
Beijinhos

Paulo Nunes Jr disse...

Querida sempre gostei de trabalhar nas proximidades do centro, nao necessariamente no centrao, mas nos bairros ali pertinhos. Melhor que muito distante. O unico aspecto negativo mesmo era o transito pra chegar e ir embora, mas as outras facilidades sao priceless.

Beijos e boa semana.

Neide disse...

Eu tambem prefiro trabalhar nao muito longe de casa e se possivel proximo ao centro.O problema de se trabalhar proximo ao centro eh o estacionamento que muitas vezes fica muito longe.Quanto aos terninhos com tenis ou chinelos nao me causam mais impacto, sao tao comuns aqui no Japao.Cara engravatando andando de bicicleta,idem.Achei interessante a sua tecnica para driblar os mormons, voce nao tem uma dica para se livrar dos evangelicos que vem bater na porta de casa em pleno domingo de manha???Vc leu o livro O Monge e o Executivo? Talvez vc possa absorver licoes dele e atenuar os problemas pepinosos.
Abracos

SandraM disse...

Eu fiz o caminho inverso, depois de várias cidades grandes estou me "encontrando" num vilarejo minúsculo. Muito gostoso ler seu blog!!

Nathanne disse...

Vixe, o ruim de trabalhar no centro é o acesso congestionado e o estacionamento... Espero que vc nao tenha nenhum dos dois problemas.

Um beijo querida!!! :)

Marcia disse...

Eu achei as sydnéias super elegantes! E confesso que nem reparei nas havaianas, hehehe!

Mas o centro de Sydney me pareceu um lugar bem legal mesmo para trabalhar. Perto de tudo e cheio de gente bonita :)

Boa sorte no seu novo emprego!

Ciça disse...

Querida preste muita atenção... não sei como é a numeração de sapatos ai na Australia, mas se vc usa o tamanho 39 DO BRASIL lembre-se dessa pobre Papachibé que se apresenta na hora de criar espaço na estante para os sapatos novos e jogar os velhos fora. Claro que vc terá de joga-los fora... vai ficar com eles pra que?? Depois te passo o endereço de onde vc deve joga-los, ok???

luizao disse...

Havaianas para trabalhar? Que idéia! Adoro meu modelo preto com a bandeirinha do Brasil que uso o dia inteiro - em casa, num feriado como o de hoje. Eu, hein!

Paulo Nunes Jr disse...

Amiga, que loucura o clima hein??

Vim aqui pra saber se ta tudo bem contigo ai... Vi as noticias do que aconteceu ai... Nossa em 100 anos nunca algo parecido ne?

Beijos e tudo de bom.

Anônimo disse...

Olá!! Adorei esse post!! Tô em vias de aplicar para o processo de migração pro Canada, mas ainda não descartei de todo a Australia... por isso venho acompanhando seu blog e mais alguns pra ter mais conhecimento da vida por estas bandas daí. É legal ver a diferença de culturas e o comportamento das pessoas.
Abraços!!

Ione disse...

Teve uma época que eu só andava de salto pra todo lado. Depois que me acostumei a andar de sapato baixo é uma luta pra me reacostumar. Inventei de passar o dia ontem com uma bota que havia comprado no Brasil, muito linda, marrom, de um salto enorme. Quase nunca uso e fui logo usar em um dia super estressante, carregando pilhas de livros pra todo lado etc. Nem preciso dizer como cheguei em casa, né? :)
Beijos!

Edelize disse...

Tininha Já havia esquecido de quão bom é trabalhar perto de casa. Ah, o Rebook ainda tem, mas as havainas tomaram conta... Beijos.

Maíra Estou aproveitando cada minutinho, e adorando!

Luizão Eu hein, feriadão e havainas. Tudo o que preciso no momento...

Paulo Só estou sentindo falta de dirigir...

Neide Obrigada pela dica do livro. Já ouvi algo sobre ele, e vou dar uma procurada neste final de semana, mas acho que a solução mesmo é um curso intensivo em psicologia, hahaha! Quanto aos envangélicos que vem bater à porta, já tentou se fazer de louca e começar a gritar (pode ter efeito contrário e eles acharem que você precisa de uma benção), mas o que eu já fiz uma vez, foi falar com eles em português e broken english. Funciona!

Sandra Obrigada pela visita! Já deixei um recadinho no seu blog, e o seu vilarejo me pareceu lindíssimo, principalmente as fotos do amanhecer!

Nathanne Tenho ido de ônibus, pois estacionamento é caríssimo! O congestionamento é terrível e me deixa muito irritada, mas fazer o que?

Márcia Acho que você não teve tempo de olhar para o chão, hahaha! Gente bonita até que há, mas falta homen bonito, você não achou?

Lu Obrigada pela visita. O Canadá também passou pela cabeça do maridão quando ele pensou em imigrar. Se precisar de mais informações sobre aqui, avise. Será um prazer.

Ione Nem me fale, estou até sentindo a dor nos pés. Eu terei que me acostumar com sapato baixo, mas já saí à caça.

Neide disse...

Oi. Essa de dar uma de louca nao tenho coragem nao.Fingir que nao falo o idioma local antigamente ate funcionava, depois eles passaram a vir com panfletos em varios idiomas e hoje em dia quem vem bater a minha porta sao os evangelicos da nossa terrinha.Eh verdade, somos mais de 230mil no arquipelago.Parece ateh um Little Brazil, rs rs rs rs.
Beijocas

Edelize disse...

Oi Neide, puxa se são os conterrâneos fazendo isto... Que coisa não? Eu respeito toda religião, crenças desde que o respeito seja mútuo. Esta história de envangelizar é para mim uma falta de respeito para com as minhas crenças e fé, por isto não tolero. Se me ocorrer alguma solução, te aviso...
Sabia que havia vários brasileiros no Japão, mas não imaginava que chegava a 203mil! Conheço vários brasileiros descendentes de japoneses que passaram ou passarão uma temporada aí. Beijos.

Blog Widget by LinkWithin

Stats

Clicky Web Analytics

Foi assim...